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Onde Estamos

Estrada Geral da Vargem do Braço, s/n

Bairro Caldas da Imperatriz

Santo Amaro da Imperatriz

Santa Catarina - Brasil

Contato:

elaine@reservamoradadosanjos.com.br

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História da Reserva Naturall Morada dos Anjos

Durante os anos de 1998 e 1999, decidi fazer uma viagem pelo mundo. Saí do Brasil com um grupo de amigas. No decorrer dos primeiros meses de viagem, já começaram a surgir interesses e buscas diferentes para cada uma de nós e separamos o nosso grupo. Estávamos no Havaí neste período.

Eu sentia um chamado grande para fazer um processo de purificação, estar mais junto da natureza.

Passei a pesquisar, ao redor do mundo, comunidades alternativas rurais de cunho espiritualista. Foi uma fase muito rica, de descobertas e aprendizados importantes.

Minha pergunta interna neste período era: onde devo ir para realizar minha tarefa sagrada na Terra? Com esta pergunta saí em busca de mim mesma e de um local onde pudesse aprofundar esta questão e encontrar respostas.

Depois de um ano e três meses conheci vários grupos organizados nos EUA, Europa e Índia. E a pergunta continuava latente. Acompanhava-me, neste período, um livro de invocações dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca. Senti a proteção e guiança de Deus e destes mestres durante minha viagem.

Justamente quando estava no avião retornando ao Brasil, enquanto sobrevoava a Amazônia, descobri dentro de mim mesma, através de um profundo amor e identificação com as cores e vibração do local, que meu lugar era no Brasil. Ali se encerrou minha busca pelo país.

Mas aonde ir neste imenso Brasil?

Retornei para Floripa, onde mora minha família. Mas não me ajustava mais a minha antiga forma de viver ali, sentia muita necessidade de estar mais próxima da natureza, sentia um chamado para sair da Ilha.

Nos primeiros dias aqui, um amigo convidou-me para conhecer o Centro de Vida Alma Verde, em Santo Amaro da Imperatriz, nas montanhas catarinenses, há 40 km do centro de Floripa. Viemos participar de um retiro de carnaval. Eu amei o local. Senti-me completamente nutrida com a força curativa e sagrada da natureza ali: pura, revitalizante, preservada.

Arcanjo Gabriel

Em abril do mesmo ano, a convite da Mary, cuidadora e uma das proprietárias do Alma Verde, mudei-me para o local. Que experiência maravilhosa estar assim tão próxima de uma natureza tão bela! Neste mesmo ano, em junho, comprei, junto com este mesmo amigo, a propriedade ao lado do Alma Verde. Neste período comecei a sentir a presença e guiança espiritual de São Gabriel Arcanjo, que é o Arcanjo inspirador desta iniciativa.

Foram dois anos para transição. A terra que havíamos comprado era natureza pura, sem nenhuma estrutura para morar. Fiquei com minha barraca armada por alguns meses. E, dois anos depois, me mudei para a casa octogonal que começava construir. Neste período já disponibilizava a propriedade para grupos de purificação espiritual junto ao fogo. Assim começava a nascer a Reserva Naturall Morada dos Anjos.

Aos poucos fui entrando em contato com os moradores da região e também conhecendo a história do local, dos antigos moradores. Pelo que pesquisamos até o momento, antes da atual colonização alemã, aqui viviam os Índios Xoclengue, e mais tarde vieram do litoral os Carijós, da família Guarani. Os Xoclengues, também chamados de Bugres, eram índios guerreiros e aqui viveram conflitos, especialmente por causa das águas termais. Foram expulsos e massacrados para que o lugar fosse explorado comercialmente. Esta energia do conflito ficou pairando nestas montanhas por muitos e muitos anos.

Quando estava sendo construída a ponte pênsil da Reserva, foi encontrado ali um osso de vertebra de baleia. Uma possibilidade é que tenha sido trazido pelos ancestrais indígenas que vieram do litoral, os quais tinham grande respeito e reverência por estes animais. Sincronicamente, no riacho próximo a esta ponte pênsil existe uma grande pedra encravada na margem do riacho, que lembra muito uma baleia vista de frente! Ali é um local de energia muito especial e limpa, maravilhosa para meditação e conexão interna profunda. Um portal sagrado que chamamos hoje de Portal Sagrado das Baleias.

Minha chegada aqui na Vargem do Braço já está fazendo 16 anos. Ao longo destes anos, realizaram-se diferentes atividades na Reserva, e um aprendizado constante tem sido lidar conscientemente com a energia de conflito do local, materializada inclusive em conflitos dos colonos com os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, criado em 1975, abrangendo terras dos moradores do local e ainda hoje em processo de regulamentação. Nesse processo, mais recentemente, parte do Parque foi transformada na APA da Vargem do Braço (Área de Preservação Ambiental), com permissão da presença humana de uso sustentável, o que gera desafios para os colonos no sentido de abolirem o uso de agrotóxicos e de adequarem-se às necessidades e regras de preservação.
Por conta disso, no ano de 2013, iniciou-se uma Roda de Orações aqui na Reserva com o seguinte propósito: transmutar a energia mal qualificada de sofrimento da comunidade ancestral que habitou na região de Santo Amaro da Imperatriz; ascensão de todos os espíritos, particularmente os índios, presos no astral do lugar, na freqüência do sofrimento.  Esse grupo foi criado por sugestão do Kaká Werá Jacupé, pajé indígena, iniciado na tradição guarani, que tem sido uma referência, um orientador e amigo, consultado já há alguns anos sobre as questões ancestrais desse lugar. A partir do sétimo encontro da Roda de Orações, surgiu a proposta da criação de um Conselho de Amigos da Reserva.
Sabendo da atmosfera de conflito que aqui se formou no passado é bom estarmos atentos, para que essa energia não envolva grupos de trabalho, que precisarão comprometer-se com um trabalho interno constante nesse sentido. O local facilita esta interiorização. E um trabalho espiritual consciente do grupo, pode auxiliar muito na cura da terra local e também de cada pessoa individualmente.

Nestes últimos anos, vivi praticamente sozinha no local. Por alguns períodos, houve colaboradores temporários que moraram aqui na Reserva.
Sinto que nesta próxima etapa, é importante, por um lado, a individuação da Elaine como proprietária, e do outro lado, a individuação da Reserva como um local destinado ao silêncio, à meditação e às terapias ligadas à natureza. Um local que facilita a conexão com a essência, para que os trabalhadores da Luz possam repor as energias vitais e retornarem para suas missões sagradas na Terra. Foi deste impulso que surgiu a proposta da criação da Reserva e de um
Conselho de Amigos.

Texto escrito por Elaine Itália Chiocchetta, com a colaboração de Luiz Jacques Saldanha e Priscilla Freitas.